Beleli GeoEngenharia
Vista aérea de fragmento florestal

Estudos Técnicos

Caracterização Aérea Aplicada

Voos piloto internos executados em cenários complementares — caracterização florestal de remanescente próximo a loteamento (Estudo 01) e margem de reservatório artificial em UHE de Ilha Solteira (Estudo 02). Conduzidos para validar o pipeline fotogramétrico próprio da Beleli. Os produtos apresentados ilustram a entrega técnica completa que oferecemos em projetos de mapeamento aéreo, análise espacial e caracterização ambiental.

Estudo 01

Caracterização Florestal · Reflorestamento e Mata Nativa

Cenário

Fragmento florestal em borda de loteamento

O levantamento cobriu uma área de aproximadamente 7 hectares próxima a Ilha Solteira/SP, na borda de um loteamento em implantação. A cobertura predominante é de plantio jovem em alinhamento característico de compensação ambiental, contíguo a um remanescente de mata nativa que se estende pelas bordas e acompanha um pequeno córrego no interior do polígono. Uma via asfaltada delimita o lado leste — divisa entre a área de compensação e o loteamento. Solo exposto entre as mudas indica plantio em estágio inicial.

Esse cenário concentra três condições que costumam exigir bastante de pipelines de fotogrametria: cobertura vegetal densa em parte do polígono (mata nativa nas bordas), feição linear de drenagem (córrego, que altera o relevo no eixo central) e transição abrupta entre usos do solo (plantio, mata, asfalto, solo descoberto). A diversidade de texturas e a geometria irregular do limite tornam o caso útil para validar alinhamento de imagens, qualidade da reconstrução de relevo sob dossel e separação entre superfície (DSM) e terreno (DTM) em áreas com vegetação heterogênea.

Vista de conjunto do fragmento florestal
Captura aérea · DJI Mini 3 · 2026

Captura

Parâmetros de voo e processamento

AeronaveDJI Mini 3
Data do voo29 de maio de 2026
Duração do voo~30 min
Número de imagens140
Câmeras alinhadas140 (100%)
Altura AGL média≈100 m
Sobreposição frontal~80%
Sobreposição lateral~70% (estimada)
Resolução do sensor4000 × 2250 px (16:9)
GSD efetivo~3,0 cm/pixel
Cobertura horizontal~7,2 hectares
CRS de processamentoUTM 22S (EPSG:32722)
PipelineOpenDroneMap · CloudCompare · QGIS
Tempo de processamento~2 horas
Detalhe do alinhamento de mudas
Captura aérea · DJI Mini 3 · 2026

Produtos gerados

Entregáveis técnicos

Ortofoto

Imagem aérea ortorretificada e georreferenciada em UTM 22S, com correção das distorções de perspectiva inerentes ao voo. Funciona como base cartográfica para análise espacial, medições de área e localização absoluta de feições do terreno.

Modelo de Altura de Copas (CHM)

Raster derivado da diferença entre o modelo digital de superfície (DSM) e o modelo digital de terreno (DTM). Para cada metro quadrado do polígono, expressa a altura da vegetação acima do solo — métrica direta para caracterizar dossel, comparar com levantamentos anteriores e separar estratos arbóreos.

Modelo 3D · Nuvem de Pontos Colorizada

Reconstrução tridimensional gerada por Structure from Motion (SfM) a partir das imagens do voo, com cor real extraída das fotos. Permite visualização tridimensional do terreno e da cobertura vegetal em três ângulos (vista superior, perspectiva oblíqua e perfil lateral), evidenciando relevo, altura do dossel e transições estruturais.

Registros visuais

Capturas cinemáticas do voo

Transição entre mata nativa e área de plantio recente; via asfaltada do loteamento ao fundo.
Vista de conjunto: plantio em estágio inicial junto à infraestrutura urbana adjacente.
Detalhe técnico das mudas em alinhamento característico de medida compensatória.
Vista ampla do polígono com contexto do entorno: plantio, mata contígua e arruamento.

Leituras possíveis

O que esses produtos permitem analisar

Altura de copas (CHM)

O CHM expressa, em cada pixel, a métrica vertical entre o terreno e o topo do dossel. Para áreas de compensação ambiental, isso permite comparar com levantamentos anteriores, quando disponíveis, para identificar onde o plantio efetivamente avançou. A leitura também oferece estimativa volumétrica do dossel — proxy útil para priorização de áreas em monitoramento. Não substitui inventário florestal de campo.

Cobertura de copas

Sem câmera multiespectral, a cobertura de copas é estimada por proxy de brilho/verde sobre a ortofoto e por threshold de altura mínima no CHM (excluindo solo e vegetação rasteira). O resultado é uma densidade percentual de cobertura por polígono — útil para Plano de Recuperação de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADA), relatórios de monitoramento e comprovação documental ao órgão licenciador. A limitação espectral é declarada explicitamente nos laudos: o valor é proxy, não índice de vegetação normalizado (NDVI).

Densidade arbórea

A partir da nuvem de pontos colorizada e do CHM, é possível identificar indivíduos arbóreos por agrupamento local de pontos elevados (algoritmo de detecção de copas por máximos locais). O resultado é uma contagem aproximada de indivíduos por hectare — insumo direto para comprovação do quantitativo plantado em Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) ambientais e para auditoria de cumprimento de compromissos de plantio. A precisão da contagem varia com o estágio do plantio: copas individualizadas em adultos são contadas com confiabilidade alta; em mudas jovens com copas sobrepostas, o resultado se aproxima de estimativa.

Delimitação plantio vs. mata nativa

A análise combinada da ortofoto (padrão visual de alinhamento) e do CHM (distribuição estatística de alturas) permite separar a porção plantada da porção de remanescente nativo contíguo. O plantio é identificado pela regularidade estrutural — espaçamento entre indivíduos compatível com manejo — e pela altura mais homogênea. A mata nativa contígua é identificada pela heterogeneidade de altura e pela ausência de alinhamento. A delimitação resultante alimenta cadastros como o CAR (Cadastro Ambiental Rural), informa o desenho de Áreas de Preservação Permanente (APP) e dá suporte a relatórios de monitoramento periódico.

Estudo 02

Margem de Reservatório · UHE Ilha Solteira

Cenário

Faixa de deplecionamento e vegetação ripária

Margem da península de um reservatório de regularização da UHE de Ilha Solteira (SP), no limite entre a lâmina d'água do reservatório e a vegetação ripária remanescente. A faixa exposta nesta data — terracota viva entre a borda da água e a vegetação — é o registro visível da oscilação do nível operacional do reservatório: a porção do terreno que está sob a coluna d'água em períodos de cota cheia e fica descoberta em períodos de cota baixa.

Tecnicamente, essa zona de transição entre cota cheia e cota baixa de operação é o que se chama faixa de deplecionamento. A área constitui APP nos termos do art. 4º, inciso III, da Lei 12.651/2012, que define como Área de Preservação Permanente o entorno dos reservatórios d'água artificiais, decorrentes de barramento ou represamento de cursos d'água naturais, na faixa definida na licença ambiental do empreendimento. A própria lei não fixa metragem para esse caso: a largura da APP é estabelecida no licenciamento ambiental, observado, quando aplicável, o disposto no art. 62 para reservatórios destinados a geração de energia ou abastecimento público anteriores à MP 2.166-67/2001. A caracterização precisa do limite real exposto e da sua relação espacial com a vegetação ripária remanescente é insumo direto para diagnósticos de conformidade ambiental, projetos de recomposição (PRADA) e auditorias técnicas em zonas reguladas.

O levantamento aéreo apresentado nesta página é uma fotografia da margem no dia 06 de junho de 2026 — não uma reconstrução da faixa operacional total do reservatório, que depende da variação histórica de cota da UHE. O que está mapeado aqui é a porção exposta naquele dia, com a precisão métrica que a fotogrametria a 100 m AGL permite.

Captura

Parâmetros de voo e processamento

Levantamento aéreo executado em 06/06/2026 sobre a margem da península, com plano de voo configurado para maximizar a cobertura da interface terra-água. Os 9 % de fotos descartadas (12 de 138) correspondem ao comportamento esperado em voo sobre lâmina d'água — a baixa textura da superfície líquida e o reflexo especular impedem a correspondência de pontos no algoritmo SfM. As 126 imagens válidas foram suficientes para reconstruir a ortofoto, o modelo digital de terreno e o modelo 3D texturizado da península inteira.

PlataformaDJI Mini 3
Imagens capturadas138
Imagens alinhadas no processamento126 (91 %)
Altura média de voo≈100 m AGL
GSD (resolução espacial real)2,70 cm/px
Sistema de referênciaUTM 22S — EPSG:32722
Software de processamentoOpenDroneMap
Modelo digitalDTM (sem pontos de controle terrestres)

Sobre os valores de elevação no perfil topográfico: o gráfico do perfil topográfico transversal apresentado nesta página expressa cotas relativas ao referencial do voo, não cotas absolutas em SAD2000 ou SIRGAS. Reconstruir cotas absolutas exigiria pontos de controle terrestres (GCPs), que não fizeram parte do escopo desta captura. O que o perfil mede com precisão métrica é o gradiente da margem — a forma da descida do topo da península até a lâmina d'água — não a altimetria absoluta de cada ponto.

Peças geradas

Entregáveis técnicos

Mapa da faixa de deplecionamento

Contorno métrico da faixa exposta na margem do reservatório no dia 06/06/2026, derivado da ortofoto a 2,70 cm/px e georreferenciado em UTM 22S. Insumo direto para delimitação cartográfica de APP marginal, projetos de recomposição (PRADA) e cadastro ambiental.

Perfil topográfico transversal

Seção transversal mostrando o gradiente da margem entre o topo da península e a lâmina d'água. Expressa cotas relativas ao referencial do voo — a medição precisa é da forma da descida, não da altimetria absoluta.

Clique em qualquer imagem para visualizar em tamanho ampliado.

Leituras possíveis

O que esses produtos permitem analisar

A faixa de deplecionamento mapeada nesta data ocupa 0,24 ha (2.367 m²) do segmento da margem coberto pelo voo. Trata-se do registro de um trecho específico — um elemento contínuo, relevante ao longo da borda do reservatório, cuja caracterização sistemática depende de levantamentos adicionais ao longo do perímetro.

A combinação mapa da faixa + perfil topográfico transversal oferece três leituras técnicas. A principal é a caracterização regulatória; as outras duas são aplicações secundárias da mesma base de dados.

Leitura principal

Caracterização de APP de reservatório artificial

O contorno da faixa exposta é a referência geométrica a partir da qual a APP marginal — nos termos já citados da Lei 12.651/2012 — pode ser delimitada com precisão métrica em projetos de recomposição (PRADA), cadastro ambiental rural (CAR) ou pareceres de conformidade. É o uso direto da captura: substituir o contorno aproximado por imagem de satélite, comum em peças de instrução, por um contorno medido a 2,70 cm/px.

Leituras secundárias

Comparação com levantamentos futuros

Esta caracterização é um marco temporal — uma medição precisa da margem no dia 06/06/2026. A repetição do voo em datas posteriores, com a mesma metodologia, permite comparar a evolução da margem entre datas e estimar a variação da cota operacional do reservatório a partir de evidência geomorfológica direta, sem depender exclusivamente de dados operacionais da UHE.

Subsídio para projetos de revegetação de margem

O perfil topográfico mostra com precisão o gradiente entre a vegetação ripária remanescente e a faixa exposta, informando o desenho de plantios de margem que respeitem a hidrodinâmica local (espécies, densidade, posição relativa à cota máxima de inundação).

A reconstrução fotogramétrica não substitui o levantamento planialtimétrico convencional para finalidades cartoriais ou de outorga. É adequada a diagnóstico e caracterização ambiental, não a finalidades que exijam precisão planialtimétrica certificada.

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